ARCOVERDE POR ELAS

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São João de Arcoverde - Causos e Contos 2026

quinta-feira, 16 de abril de 2026

Governadora Raquel Lyra e ministro Waldez Góes autorizam novos trechos da Adutora do Agreste e entregam 43 dessalinizadores

Lotes 3B e 5E da adutora vão levar água do Rio São Francisco para mais de 200 mil pessoas do Agreste




Consolidando o avanço da maior obra de infraestrutura hídrica do país, a governadora Raquel Lyra autorizou, nesta quinta-feira (16), ao lado do ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional (MDR), Waldez Góes, o início das obras de mais dois lotes da Adutora do Agreste, com investimento de R$ 72,4 milhões. Na ocasião, também foram entregues 43 dessalinizadores que vão ampliar o acesso à água potável em comunidades rurais do Agreste e do Sertão. A vice-governadora Priscila Krause acompanhou a solenidade. 


“A expansão da Adutora do Agreste faz parte de um volume de investimentos que vem acontecendo do Governo do Estado com o apoio do governo federal, permitindo que a gente possa tirar do papel e dos sonhos obras que estavam praticamente paralisadas. Além disso, fizemos a entrega simbólica de dessalinizadores dentro do Programa Água Doce, que aqui no Estado tem um convênio assinado desde 2013 e as obras estavam paralisadas e nossa gestão retomou mais essa obra. Tudo isso é a nossa estratégia para permitir que cada um dos pernambucanos possa ter acesso à água tratada nas suas casas”, afirmou a governadora Raquel Lyra. 



Por meio do programa federal Caminho das Águas, os novos trechos da Adutora do Agreste são o Lote 3B, entre Buíque e Iati — que recebeu investimento de R$ 27,1 milhões —, e o Lote 5E entre São Caetano e Cachoeirinha — que teve aporte de R$ 45,3 milhões. Juntos, vão beneficiar cerca de 200 mil pessoas, ampliando a oferta de água e reduzindo o regime de rodízio em municípios historicamente afetados pela escassez hídrica. 


O ministro Waldez Góes destacou a importância da articulação feita pelo Governo do Estado para que as obras saíssem do papel. “Foram muitas as vezes que o Governo de Pernambuco foi à Brasília se reunir conosco para tratar de inúmeros projetos e, como prioridade, a segurança hídrica do Estado, com água de qualidade para o consumo humano. É importante destacar que os recursos estão 100% garantidos para que essa obra aconteça, isso é fruto de muito trabalho. Com visão que a população é prioridade, para que a água chegue às torneiras de todos”, disse o ministro. 


O avanço dessas etapas se soma a outros trechos já executados e aos que estão em licitação, permitindo que o sistema se aproxime da conclusão da sua primeira fase, prevista para o próximo ano. Atualmente, cerca de 92% dos 790 quilômetros de tubulações já foram implantados, beneficiando aproximadamente 1,3 milhão de pessoas.


Acompanhando o evento, o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, falou da importância dos recursos hídricos para outros setores. "Sem água, não há agro, não tem produção de alimentos, não tem estratégia para a segurança alimentar. Essas obras só acontecem porque somam as forças do governo federal e o Governo de Pernambuco pelo povo", destacou.


O secretário de Recursos Hídricos e Saneamento, Almir Cirilo, explicou que as intervenções fazem parte do conjunto de ações que garantem a chegada das águas do Rio São Francisco ao interior do Estado. “Vamos chegar a mais de 30 municípios. Foi um esforço magnífico, construído por muitas mãos. São pessoas que, por décadas, não tiveram água nas suas casas e agora vamos conseguir realizar esse sonho”, disse o titular da pasta.


Representando os municípios beneficiados, o prefeito de Buíque, no Agreste Meridional, Túlio Monteiro, contou que a obra vai mudar a realidade atual de algumas localidades, que chegam a passar mais de 30 dias de racionamento. "Com esse suporte, teremos mais água para a população buiquense. Quero agradecer ao Governo do Estado e ao governo federal por terem esse olhar”, afirmou.


Além do avanço da adutora, a governadora Raquel Lyra também realizou a entrega simbólica de 43 sistemas de dessalinização, com investimento de R$ 12 milhões, que já estão em funcionamento, garantindo água potável para comunidades rurais nos municípios Alagoinha e Riacho das Almas, no Agreste Central; Águas Belas, Caetés, Capoeiras, Iati, Paranatama e Pedra, no Agreste Meridional; Frei Miguelinho, no Agreste Setentrional; e Manari, no Sertão do Moxotó.


A iniciativa integra o Programa Água Doce, desenvolvido em parceria com o governo federal, que prevê a implantação de 170 sistemas em Pernambuco, beneficiando quase 60 mil pessoas. Os equipamentos utilizam tecnologia de osmose reversa para transformar água salobra em água própria para consumo, assegurando abastecimento regular em áreas de maior vulnerabilidade hídrica. "São 43 dessalinizadores, de um total de 170. Estamos levando água para quem precisa e tinha perdido a esperança. Ainda tem muito mais", afirmou o secretário de Desenvolvimento Agrário e Agricultura, Pecuária e Pesca, Cícero Moraes.


Presente na cerimônia, o senador Fernando Dueire também exaltou a parceria entre os poderes. “É trabalho para valer, os recursos chegam aqui, mas o governo federal não conseguiria fazer se não tivesse uma gestão estadual como esta. É um trabalho constante que já é reconhecido”, enfatizou.


Já o deputado federal Fernando Monteiro enalteceu o olhar da gestão. “Não só colocar água nas torneiras, mas aumentar o abastecimento já existente. É um governo que olha para os pequenos”, disse. Na mesma linha, o deputado estadual Joãozinho Tenório também elogiou as ações. “É grande a lista de prioridades nesta gestão. Tem creche sendo construída, estrada, investimentos em hospitais, segurança. Mostra a vontade de mudar Pernambuco”, acrescentou.


Participaram da agenda o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho; os deputados estaduais Socorro Pimentel, Aglailson Victor, Antônio Moraes, Edson Vieira, Henrique Queiroz Filho, Jarbas Filho, Luciano Duque, Romero Sales Filho, Débora Almeida e Pastor Cleiton Collins, além dos secretários estaduais Amanda Valença (Mulher), Simone Nunes (Projetos Estratégicos), João Lucas (Turismo e Lazer) e Hercílio Mamede (Casa Militar); e dos representantes dos órgãos estaduais José Anchieta, diretor-presidente da Agência Estadual de Meio Ambiente de Pernambuco (CPRH), João Baltar Freire, diretor da Companhia Editora de Pernambuco (Cepe), e Douglas Nóbrega, presidente da Compesa.


Também estiveram presentes os prefeitos André Raimundo (Cachoeirinha), Joelda Pereira (Tacaimbó), Paquinha (Macaparana), Elton Martins (Águas Belas), Simãozinho (Alagoinha), Pollyana Abreu (Sertânia), Dió Filho (Riacho das Almas), Elias Meu Fii (Pombos), Henrique Queiroz (Buenos Aires), Xicão Tavares (Verdejante), Júnior de Audálio (Manari), Joia (Salgadinho), Aninha da Ferbom (Nazaré da Mata), Fátima Borba (Cortês), Jaiminho (Glória do Goitá), Severino Silvestre (Passira); o desembargador do Tribunal Regional Eleitoral, Marcelo Labanca; o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Pernambuco (Faepe), Pio Guerra; entre outras autoridades.

Ao lado de Raquel Lyra, Túlio Monteiro destaca chegada de mais água para Buíque com obras da Adutora



A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, anunciou nesta quinta-feira (16) novos avanços nas obras da Adutora do Agreste, considerada uma das principais iniciativas de segurança hídrica do Estado.

Durante a agenda, que contou com a presença do ministro Waldez Góes, foram autorizados dois novos trechos da obra, com investimento de R$ 72,4 milhões. A ação vai ampliar o abastecimento de água para diversos municípios do Agreste, incluindo Buíque.

O prefeito de Buíque, Túlio Monteiro, acompanhou o anúncio e destacou a importância das obras para a população, que enfrenta longos períodos de racionamento.

“Com esse suporte, teremos mais água para a população buiquense”, afirmou.

Além da autorização das obras, também foram entregues 43 dessalinizadores, garantindo água potável para comunidades rurais do Agreste e do Sertão.

A Adutora do Agreste leva água do Rio São Francisco e já beneficia mais de 1 milhão de pessoas. Com os novos investimentos, a expectativa é reduzir o rodízio e melhorar significativamente o abastecimento na região.

A iniciativa é resultado da parceria entre o Governo de Pernambuco e o Governo Federal, com foco em ampliar o acesso à água e melhorar a qualidade de vida da população.

AeC chega a Caruaru com vagas de emprego e iniciará operações no UniFavip Wyden; saiba como se inscrever

 



A AeC, uma das maiores empresas do país no setor de call center, está chegando a Caruaru e iniciará suas operações em parceria com o Centro Universitário UniFavip Wyden - até a empresa ir para um lugar em definitivo. A iniciativa marca a expansão da AeC na região e reforça o potencial do município como polo de geração de empregos e serviços, especialmente na área de atendimento ao cliente. A chegada da AeC já resultou na criação de 250 novos postos de trabalho, e a empresa segue em fase de expansão, com a abertura de mais 300 vagas. Os interessados em participar do processo seletivo podem se inscrever por meio do site sou.aec.com.br


A operação da AeC será instalada dentro da estrutura do UniFavip Wyden, instituição de ensino superior que integra a rede educacional Wyden e é reconhecida pela formação de profissionais alinhados às demandas do mercado. A parceria entre a AeC e o UniFavip Wyden também deve aproximar o ambiente acadêmico das oportunidades práticas de trabalho, beneficiando estudantes e a população local.


Com a chegada da AeC, a expectativa é de geração de empregos e fortalecimento da economia de Caruaru. A presença da AeC no município representa um avanço importante para o setor de serviços, ampliando oportunidades e consolidando a cidade como referência regional em desenvolvimento e inovação.

Magreza a qualquer custo: o preço invisível das canetas emagrecedoras

 


Nos últimos anos, assistimos à popularização do uso das chamadas “canetas emagrecedoras” tidas como uma solução rápida e aparentemente eficaz para a perda de peso. Impulsionadas intensamente através de postagens nas redes sociais, celebridades e pela promessa de resultados quase imediatos, essas medicações passaram a ser utilizadas de forma indiscriminada, na maioria das vezes sem prescrição adequada, sem acompanhamento profissional e, fato ainda mais preocupante, sem um objetivo terapêutico bem definido. 


Esses medicamentos são obtidos muitas vezes de forma clandestina, transportados por pessoas inescrupulosas que tem somente um objetivo: lucrar a qualquer custo utilizando o desejo de obter o “corpo dos sonhos” idealizado a partir de comparações com perfis nas redes sociais. O medicamento, considerado um grande avanço para o tratamento da diabetes e da obesidade se tornou uma panaceia e pessoas que nem se enquadram como obesas buscam obsessivamente o produto a todo custo, sem se importarem com valores ou procedência. 


Esse fenômeno não pode ser analisado apenas sob a ótica farmacológica. Ele reflete uma questão ainda mais profunda e delicada que é a relação da sociedade contemporânea com o próprio corpo/imagem. A busca pela magreza deixou, em muitos casos, de estar associada à saúde e passou a ser guiada por padrões estéticos impostos e apresentados nas redes sociais como perfeitos, mas são inalcançáveis e, frequentemente, nocivos. O corpo magro tornou-se um ideal a qualquer custo, inclusive à custa da própria saúde. 


As canetas emagrecedoras, quando bem indicadas, têm garantido o seu papel no tratamento da obesidade e de condições metabólicas associadas. No entanto, o uso sem critério está transformando uma ferramenta terapêutica em um risco potencial. Entre os efeitos adversos mais preocupantes estão a pancreatite, uma inflamação grave do pâncreas que pode exigir internação; episódios de hipoglicemia, que colocam o paciente em risco imediato de convulsão e coma; e a sarcopenia, caracterizada pela perda de massa muscular, um efeito silencioso, mas profundamente prejudicial. 


A perda de peso rápida, sem o acompanhamento nutricional e sem estímulo à preservação da massa magra, leva o organismo a um estado crítico de fragilidade metabólica. O que se observa, na prática, é que muitos indivíduos perdem peso na balança, mas não necessariamente melhoram sua composição corporal. Ao contrário, podem estar perdendo massa muscular que comprometerá a sua funcionalidade e qualidade de vida. 


Outro ponto crítico surge com a interrupção não orientada do uso dessas medicações. Sem mudanças sustentáveis no estilo de vida e sem acompanhamento adequado, há um alto risco de reganho de peso, muitas vezes com uma composição corporal ainda mais desfavorável. É nesse contexto que surge a chamada obesidade sarcopênica: uma condição em que há aumento de gordura corporal associado à redução de massa muscular, elevando significativamente os riscos cardiovasculares, metabólicos, funcionais, dificultando ainda mais a perda de peso devido às mudanças metabólicas decorrentes da perda da massa muscular. 


Diante desse cenário, é urgente resgatar o conceito de saúde como prioridade. Emagrecer não deve ser um fim em si mesmo, mas parte de um processo mais amplo de cuidado com o corpo, com a alimentação, com o movimento e com o bem-estar emocional. Nenhuma medicação substitui hábitos saudáveis e nenhuma intervenção deve ser iniciada sem orientação multiprofissional qualificada. 


Mais do que discutir o uso das canetas emagrecedoras, precisamos refletir sobre o que estamos, de fato, buscando. Um número menor na balança ou um corpo saudável e funcional? A resposta para essa pergunta pode redefinir não apenas escolhas individuais, mas também a forma como, coletivamente, lidamos com saúde, estética e qualidade de vida. 


Dra Rita de Cássia Valente Ferreira - Farmacêutica-bioquímica; mestre em ciências (microbiologia) e doutora em ciências biomédicas (imunologia). Professora e coordenadora do curso de Biomedicina, estética e farmácia da Wyden.

FIC Garanhuns realiza a terceira edição do Fórum Científico de Odontologia

Evento acontece de 23 a 25 de abril, na sede da instituição. Inscrições abertas em formato online. Submissão de trabalhos científicos segue até sexta-feira, dia 10 de abril 

 


foto: Laboratório de Odontologia da FIC Garanhuns/Divulgação

 

Pesquisa e Inovação – Uma Nova Era na Odontologia” é o tema do III FOCO – Fórum Científico de Odontologia – que a Faculdade Integrada CETE (FIC Garanhuns) vai realizar, de 23 a 25 de abril, na sede da instituição, em Garanhuns. O evento acadêmico deve reunir estudantes, profissionais e pesquisadores em palestras, submissão e apresentação de trabalhos científicos e minicursos práticos para estimular o desenvolvimento técnico e científico da área odontológica. As inscrições estão abertas, com vagas limitadas, no site https://www.even3.com.br/iii-forum-cientifico-de-odontologiafic-698028/. A taxa é de R$ 65,00 (até sábado, 11 de abril). A partir de domingo (12/04), passa a ser de R$ 105,00.

 

Os convidados para ministrar as palestras são o professor doutor Fabrício Landim, o professor doutor Carlos Eduardo Vieira, a professora doutora Mariana Fogacci, a professora Júlia Quintela e a professora Renata Dália Torres. Os temas abordados serão “Nova era na cirurgia ortognática: inovações que impactam na vida das pessoas” e “Transformaçōes do sorriso com alta performance: estética e longevidade”, no dia 23/04, e “Endodontia”, “A Nova Era da Odontologia para Pacientes Especiais“ e “Medicina Periodontal: evidências e inovação redefinindo o papel do cuidado periodontal na saúde”, no dia 25/04.

 

Trabalhos Científicos – A submissão segue até sábado, 11 de abril. São duas modalidades de resumo (expandido e simples), e cinco áreas temáticas, divididas em cinco eixos: Endodontia, Dentística, Prótese Dentária e Materiais Odontológicos, Periodontia, Patologia, Estomatologia e Radiologia, Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial, Implantodontia e Harmonização facial, Odontopediatria, Pacientes com Necessidades Especiais e Ortodontia, Saúde Coletiva, Ciências Básicas e Interdisciplinar em Saúde. Podem participar estudantes de graduação, pós-graduandos e profissionais. O link para a submissão é o https://www.even3.com.br/iii-forum-cientifico-de-odontologiafic-698028/.

 

O diretor acadêmico da FIC Garanhuns, Humberto Rochimim, enfatiza o compromisso da instituição com a excelência acadêmica e a formação de profissionais a partir da realização deste evento: “ao focar na troca de conhecimento e na atualização constante, o FOCO se consolida como uma oportunidade valiosa para nossos alunos e para profissionais da área odontológica, que encontram nele um ambiente propício para networking, aprendizado contínuo e contato direto com as principais tendências e inovações da Odontologia, fortalecendo a formação técnica, o senso crítico e a visão de futuro dos participantes”.

 

A Instituição – A Faculdade Integrada CETE (FIC) oferece cursos de graduação em Direito; Farmácia; Enfermagem; Estética e Cosmética; Psicologia; Odontologia; Fisioterapia e Educação Física. A unidade de ensino fica na BR-423, bairro São José, em Garanhuns, onde também funciona o FIC Técnico, que oferece os cursos Técnico de Enfermagem e Análises Clínicas, Radiologia, Farmácia e Administração. Mais informações podem ser obtidas pelo (87) 99600-7779 (WhatsApp). É possível acompanhar as novidades da FIC através do site institucional www.ficgaranhuns.com.br e do perfil oficial no Instagram @ficgaranhuns.

 

Serviço: III FOCO – Fórum Científico de Odontologia

Data: de 23 a 25 de abril

Local: FIC Garanhuns – BR 423, s/n, São José – Garanhuns

Inscrições: https://www.even3.com.br/iii-forum-cientifico-de-odontologiafic-698028/

Submissão de trabalhos científicos até 11 de abril

Informações: (87) 99600-7779 ou no Instagram @ficgaranhuns

Prefeito Zeca Cavalcanti destrava obras paradas há anos, acelera investimentos e muda o cenário de abandono em Arcoverde

 


Após anos de paralisação e de recursos travados, obras importantes para Arcoverde começam a sair do papel e a avançar com a atuação da gestão do prefeito Zeca Cavalcanti. Nesta quarta-feira (15), o prefeito esteve em obras, na zona urbana e rural, para acompanhar de perto intervenções que estavam abandonadas e que agora entram em nova fase de execução.


Um dos exemplos é a Praça da Juventude, obra iniciada em 2016 e que permaneceu paralisada por mais de uma década, mesmo com cerca de R$ 1,8 milhão já destinados. Durante a visita, o prefeito destacou o cenário encontrado e as medidas adotadas para retomar o projeto. “Isso aqui era um retrato do abandono. Um recurso parado, uma obra sem andamento. Fomos buscar, destravamos e, agora, essa realidade vai mudar. Em poucos meses, vamos entregar esse espaço para a população”, afirmou.


Com a retomada, a Praça da Juventude deve ganhar estrutura completa de lazer e convivência, incluindo centro de eventos, pista de skate, quadra coberta, pista de caminhada e espaços voltados à cultura e ao esporte. A previsão é de conclusão entre seis e oito meses, devolvendo à população um equipamento aguardado há anos.


Na zona rural, o prefeito também acompanhou o andamento da obra da nova escola em Caraíbas, destacando o avanço da construção e a importância do equipamento para a comunidade. A unidade deve ampliar o acesso à educação, com mais estrutura e melhores condições de ensino para os estudantes da região.


Ao percorrer as obras, Zeca Cavalcanti reforçou a postura de acompanhamento direto das ações e a prioridade dada à retomada de projetos paralisados. A agenda evidencia uma mudança no ritmo das intervenções no município, com foco em tirar obras antigas da paralisação e garantir a entrega de estruturas que impactam diretamente a vida da população.

Cerca de 2,4 milhões de brasileiros vivem com autismo, e especialistas defendem informação responsável sobre o espectro


O autismo tem ganhado cada vez mais visibilidade nas redes sociais e na cultura popular. Vídeos que mostram talentos específicos, rotinas organizadas ou características consideradas “geniais” de pessoas no espectro ajudam a ampliar a discussão sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). No entanto, especialistas alertam que essa abordagem, muitas vezes romantizada, pode acabar ocultando desafios reais enfrentados por pessoas autistas e suas famílias. 


 De acordo com estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 2,4 milhões de brasileiros vivem com Transtorno do Espectro Autista, número baseado em projeções a partir da prevalência observada internacionalmente. Já a Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que uma em cada 100 crianças no mundo está no espectro autista, embora estudos mais recentes indiquem prevalências ainda maiores em alguns países. 


 O aumento da visibilidade do tema tem aspectos positivos, como a ampliação do debate sobre inclusão e diagnóstico. Entretanto, a chamada “romantização do autismo” — quando a condição é retratada apenas por características positivas ou curiosas — pode criar uma percepção distorcida da realidade. 


 Segundo Roseli Filizatti, professora do curso de Psicologia do da Wyden, essa visão simplificada pode dificultar a compreensão da complexidade do transtorno. “A maior parte das famílias enfrenta desafios importantes no cotidiano, que vão desde dificuldades de comunicação e socialização até questões relacionadas à autonomia e à adaptação escolar. Quando o autismo é retratado apenas de forma idealizada, corre-se o risco de invisibilizar essas demandas e reduzir o debate sobre políticas públicas e suporte adequado”, afirma. 


 O TEA pode apresentar várias características, como por exemplo altercações no desenvolvimento neurológico que podem afetar comunicação, interação social e comportamento. Porém o espectro é amplo e inclui diferentes níveis de suporte, o que significa que cada pessoa autista pode apresentar necessidades e manifestações distintas. 


 Para muitas famílias, o caminho até o diagnóstico e o acesso ao acompanhamento multidisciplinar, que pode envolver psicólogos, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos e pedagogos, ainda é marcado por obstáculos. Dados do Ministério da Saúde indicam que o diagnóstico precoce e a intervenção especializada são fatores importantes para o desenvolvimento e a qualidade de vida da pessoa autista. 


 Roseli Filizatti destaca que o debate público precisa equilibrar conscientização e responsabilidade informativa. “É fundamental valorizar as potencialidades das pessoas autistas, mas sem ignorar os desafios que fazem parte da realidade de muitas famílias. Informação qualificada ajuda a combater estigmas e garantir que as necessidades de suporte sejam reconhecidas pela sociedade”, explica. 


Nos últimos anos o Brasil também avançou na legislação voltada ao tema. A Lei nº 12.764/2012, conhecida como Lei Berenice Piana, reconhece a pessoa com TEA como pessoa com deficiência para todos os efeitos legais, garantindo direitos relacionados à saúde, educação e inclusão social. Ainda assim, especialistas apontam que a efetividade dessas políticas depende da ampliação da rede de atendimento e da formação de profissionais capacitados. 


 Para a psicóloga, ampliar o debate com base em informação científica e relatos reais é fundamental para construir uma sociedade mais preparada para acolher as diferenças. Mais do que visibilidade nas redes sociais, famílias e pessoas no espectro autista precisam de políticas públicas consistentes, acesso a diagnóstico precoce e suporte contínuo ao longo da vida.

Governadora Raquel Lyra e ministro Waldez Góes autorizam novos trechos da Adutora do Agreste e entregam 43 dessalinizadores

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