A solenidade desta terça-feira (24/03) formaliza 41 termos de cooperação e integra um ciclo de R$ 630 milhões para o cinema nacional
O icônico Cinema São Luiz sediou um dia histórico para o audiovisual pernambucano nesta terça-feira (24/03). Em parceria com o Ministério da Cultura (MinC), o Governo do Estado de Pernambuco, por meio da Secretaria de Cultura do Estado (Secult-PE) e da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (Adepe), recebeu o Encontro Nacional dos Arranjos Regionais do Audiovisual – Linha de Coinvestimento do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). A solenidade reuniu autoridades de todo o País para a formalização de 41 Termos de Cooperação, consolidando a cooperação entre União, estados e municípios, fortalecendo o pacto federativo no campo da cultura. Para Pernambuco, o investimento anunciado foi de R$ 24,6 milhões, sendo R$ 20 milhões provenientes do Governo Federal, através do Fundo Setorial do Audiovisual, e R$ 4,6 milhões de contrapartida do Governo do Estado, por meio da Adepe. O evento contou com a presença de representantes dos Poderes Executivo e Legislativo, gestores culturais, realizadores e produtores do cinema brasileiro e pernambucano, além de instituições como BNDES e Petrobras.
“Articular e reconstruir essas políticas públicas culturais junto com a Ancine e com todo o setor audiovisual, com os gestores culturais de cada estado do País, é de extrema importância para o Ministério da Cultura. Retomar esse diálogo e investir na Cultura é criar oportunidades, empregos, é gerar renda. É uma honra estar hoje, aqui, no Cinema São Luiz com vocês, um lugar que faz parte do nosso imaginário coletivo. Viva o cinema, viva o Carnaval!”, expressou a ministra da Cultura, Margareth Menezes.
“A implementação da política de Arranjos Regionais em Pernambuco representa um avanço significativo na gestão da governadora Raquel Lyra para o fortalecimento da economia criativa, com geração de emprego e renda, estímulo à interiorização das políticas culturais e ampliação do acesso à produção e difusão audiovisual em diferentes territórios do Estado. A iniciativa também consolida uma política pública contínua e sistêmica, alinhada às diretrizes nacionais de descentralização e fortalecimento do pacto federativo”, ressalta a secretária de Cultura do Estado de Pernambuco, Cacau de Paula.
"Estamos orgulhosos por Pernambuco ter sido palco para este evento, que é de grande relevância para o reconhecimento do nosso audiovisual. Nós, do Governo de Pernambuco, através da Adepe, ao aportarmos a contrapartida de R$ 4 milhões, assumimos junto à Secult-PE e à Fundarpe um compromisso de fortalecimento dessa cadeia produtiva, que vai estimular os agentes realizadores e gerar renda e inovação para todas as regiões do nosso Estado. Entendemos que o audiovisual é um importante vetor de desenvolvimento econômico”, diretora-presidente interina da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (Adepe), Roberta Andrade.
“O que se viu no Cinema São Luiz foi a semeadura de uma colheita farta que será feita nos próximos anos, no audiovisual. O aporte de R$ 4 milhões realizado pela Adepe representa o nosso compromisso com o setor e o nosso entendimento do valor do audiovisual para a economia criativa e o desenvolvimento econômico", ressaltou Camila Bandeira, Diretora-Geral de Promoção da Economia Criativa da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (Adepe).
A participação de Pernambuco na Linha dos Arranjos Regionais reafirma o protagonismo do Estado no cenário audiovisual nacional e fortalece uma política pública estruturante, baseada na cooperação interfederativa. Coordenada pelo Ministério da Cultura (MinC) e pela Agência Nacional do Cinema (Ancine), a iniciativa tem como objetivo descentralizar os investimentos no setor, ampliando a capacidade produtiva nos territórios e promovendo maior equilíbrio regional, com destinação prioritária de recursos para as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
No âmbito estadual, o Plano de Ação de Pernambuco estrutura a aplicação dos recursos em quatro eixos estratégicos: conteúdos audiovisuais, difusão e cineclubismo, pesquisa e memória e preservação. A maior parte dos investimentos, no valor de R$ 22,4 milhões, será destinada à produção de conteúdos, incluindo longas-metragens, séries, curtas, animações e jogos eletrônicos, além de ações de finalização, desenvolvimento e distribuição, contemplando 36 projetos. As áreas de difusão e cineclubismo contarão com R$ 800 mil para apoio a festivais, mostras e atividades formativas, enquanto os eixos de pesquisa e de memória e preservação receberão, cada um, R$ 400 mil, voltados à produção de estudos e à requalificação de acervos audiovisuais.
A execução do plano será realizada pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), com base em uma articulação institucional entre a Secretaria de Cultura do Estado de Pernambuco (Secult-PE) e a Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (Adepe). A atuação integrada entre os órgãos combina a expertise na gestão de políticas culturais com estratégias de desenvolvimento econômico, garantindo maior eficiência na aplicação dos recursos e potencializando os impactos no setor audiovisual.
Além da adesão à Linha de Arranjos Regionais, o Governo de Pernambuco vem desenvolvendo um conjunto de ações estruturantes no audiovisual, com destaque para a execução da Lei Paulo Gustavo (LPG), que já investiu mais de R$ 67 milhões no setor, e da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), que amplia a continuidade das políticas públicas culturais no Estado. Soma-se a essas iniciativas o Funcultura Audiovisual, em sua 20ª edição, com recursos ampliados, além de ações de difusão, formação, preservação e incentivo à inovação e ao empreendedorismo, realizadas em parceria com diferentes instituições.
Realizado no Cinema São Luiz, equipamento cultural histórico gerido pelo Estado, o Encontro Nacional dos Arranjos Regionais simboliza o protagonismo de Pernambuco na construção de políticas públicas para o audiovisual brasileiro. A participação do Governo do Estado reafirma o compromisso com o desenvolvimento do setor, a valorização da cultura e o fortalecimento do audiovisual como vetor estratégico de crescimento econômico e projeção nacional e internacional.

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