A comunidade quilombola Mundo Novo, em Buíque, foi palco, entre os dias 24 e 26 de julho, da programação do Julho das Pretas, iniciativa que reuniu arte, cultura, ancestralidade, gastronomia e rodas de diálogo para celebrar a força e o protagonismo das mulheres negras.
Com o tema "Nossas raízes, nossas vozes, nosso futuro", o evento promoveu encontros que fortaleceram a identidade quilombola, destacando a importância da preservação das tradições, da memória e dos saberes ancestrais transmitidos entre gerações.
Um dos destaques da programação foi a exposição "Cartografias do Invisível – O que não se vê também desenha o mundo", do artista Wirveng Nathan, com produção artística de Flowerêncio Design, assinada por Sinara Florêncio. Instalada no Espaço Território Vivo, a mostra apresentou obras que convidaram o público a refletir sobre pertencimento, ancestralidade e identidade por meio da pintura.
A exposição propôs um percurso sensível, no qual cada obra revelou histórias e experiências que ultrapassam o olhar imediato. Inspirada no território quilombola, "Cartografias do Invisível" estabeleceu um diálogo entre arte e memória, transformando o Quilombo Mundo Novo em espaço de criação, reflexão e valorização cultural.
Além da exposição, o Julho das Pretas contou com oficinas, apresentações culturais, atividades gastronômicas e momentos de troca de experiências entre moradores, visitantes e convidados, fortalecendo o reconhecimento da cultura afro-brasileira e da contribuição das mulheres negras para a construção da identidade da comunidade.
Promovido pela Associação Quilombola Mundo Novo e pelo Movimento Jovens Quilombolas, o evento contou com a parceria do Sesc Pernambuco e o apoio do Governo de Buíque, consolidando-se como um importante espaço de valorização da cultura quilombola, da igualdade racial e da preservação da ancestralidade no município.

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