Programação na Praça Major França reuniu literatura, circo, manifestações da cultura popular, fotografia e arte urbana neste domingo (23)
A Praça Major França, no centro de Buíque, foi tomada por brincadeiras, histórias, música e manifestações da cultura popular neste domingo (23), último dia da programação do Festival Pernambuco Meu País no município. As ações do País das Brincadeiras, do País das Culturas Populares – Som da Rural e das Conexões Visuais reuniram moradores e visitantes em uma programação gratuita dedicada à cultura, à memória e às diferentes formas de expressão do território.
A programação do País das Brincadeiras começou pela manhã, às 10h, com a vivência literária Cordel em Voz e Verso, conduzida por João Paulo Cordeiro. À tarde, às 14h, Eliane Sthefanir apresentou Do Agreste do Sertão: Um Encanto de Contação, aproximando o público das histórias e narrativas que atravessam a tradição oral. Na sequência, o Palhaço Biribinha apresentou Um Solo de Palhaço 60+, às 15h.
Às 16h, um dos destaques da programação foi O Circo de Todos, do Coletivo 3º Ato, que levou a linguagem circense para a praça. O encerramento ficou por conta da Cia Moleza e Gentileza Show, com apresentação às 17h30. A programação reforçou a proposta de ocupar o espaço público com atividades que estimulam o encontro, a imaginação e a participação de públicos de diferentes idades.
No País das Culturas Populares – Som da Rural, a tarde foi dedicada às tradições populares pernambucanas. Às 15h, a Quadrilha Origem Nordestina abriu a programação, seguida, às 16h, pelo Afoxé Ylê Axé Oxum, um dos destaques do dia. Às 17h, o Maracatu Raízes do Sertão encerrou as apresentações, levando para a Praça Major França diferentes expressões da cultura popular.
Também durante os três dias de programação, entre 12h e 19h, a praça recebeu a intervenção Quem Somos Nós – Meu País Pernambuco, de Luciana Ourique da Luz. A ação partiu do encontro direto com moradores e visitantes de Buíque: a artista fotografava pessoas que circulavam pelo espaço e, a partir do disparador, registrava também depoimentos sobre o que Pernambuco e a cidade representavam para cada participante. Os registros foram reunidos em um estúdio montado na própria praça, transformando o espaço público em lugar de escuta, memória e construção coletiva.
No último dia, a artista realizou ainda um workshop relacionado à ação, compartilhando com o público o processo desenvolvido durante os dias de festival.
“O que chamou a atenção foi a espontaneidade. Um depoimento especificamente que chamou a atenção foi de uma senhora que tinha 73 anos, e ela disse que Buíque representava tudo para ela, já que ela nunca tinha saído da cidade”, disse Luciana.
A programação das Conexões Visuais contou ainda com a intervenção urbana Guardiãs da Cultura Viva, de Micaela Almeida. O mural criado pela artista será entregue a uma cooperativa de mulheres do Vale do Catimbau, fazendo com que a intervenção permaneça como legado da passagem do festival pelo território.
Realizado pelo Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Cultura do Estado (Secult-PE), da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) e da Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur), em parceria com a Prefeitura de Buíque, o Festival Pernambuco Meu País promove programação gratuita e descentralizada em diferentes territórios do estado.

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